Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

.Os Mesmos


Era só mais um dia comum àquelas pessoas que no mesmo horário se encontram sempre no mesmo lugar.
Era só mais uma conversa até o estacionamento, sem interesses, sem segundas e terceiras intenções.
Era só o mesmo caminho percorrido tantas vezes antes, a mesma distância e a mesma individualidade de antes. O mesmo tapete na porta de saída, as mesmas flores na mesa ao lado esquerdo da porta. A mesma porta precisando de uma ‘repaginada no visual’.
Era o mesmo cansaço diário, o mesmo papo sem vida, os mesmos comentários pelas mesmas pessoas. Os mesmos olhares encabulados, disfarçados. O mesmo uniforme fora de moda, o mesmo perfume dos últimos anos.
Mas alguém, hoje, trocou de perfume. E naquele mesmo elevador, alguém mudou o discurso:
-Tem um cheiro diferente no ambiente, um agradável cheiro, diga-se de passagem.
-Gostasse?
-Gostei.
-Mudei de perfume.
-Posso cheirar mais de perto?
-Pode, claro. -Responde com um sorriso bobo.
E quando ele se aproxima para sentir melhor a fragancia do perfume, daquela pessoa tão comum, erra, assim, por acaso, e faz seus lábios se encontrarem com o daquela pessoa tão comum, e ouve:
-Melhor você não começar…
-Você não quer?
-Pois eu não vou conseguir te pedir pra párar।

ps.: é sim o mesmo texto do http://luzdosolhos.wordpress.com/


::Por Jessica. - 04:35
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Segunda-feira, 3 de Março de 2008

.fica


Eu queria te escrever algo bem bonito. Algo que te causasse um sorriso. Para que esse sorriso curasse essa agonia aqui dentro. essa insegurança, essas noites passadas em claro.
Eu queria você me pondo para dormir, como a minha mãe fazia nas noites de pesadelos quando era criança. Eu quero chuva, muita chuva, para você ter que demorar mais para ir embora.
eu quero que você nunca mais volte para casa sem mim.


::Por Jessica. - 09:20
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

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Vem colorir esse céu de final de noite. Pega as tintas alaranjadas e amarelas e vem pintar o meu céu, o nosso. E me faz ter o mais lindo dos amanheceres novamente.


::Por Jessica. - 11:20
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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

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Sentimento nunca foi meu forte. Afinal, o medo sempre dominou todo e qualquer sentimento/expressão que viesse a surgir. Se eu nunca vi o sol nascer, única e exclusivamente, devo essa culpa ao meu medo. Medo de que ele não aconteça tão bonito quanto imagino que fosse. Medo da companhia dormir antes mesmo do programa estar por completo. Medo de ter que ir sozinha novamente para casa, depois de ter encontrado quem poderia sempre me acompanhar, alguém que eu goste que ocupe este cargo.
Meu medo sempre se resumo ao depois, nunca ao durante. A ideia do acontecer me anima como quando uma criança ganha doces. Mas eu continuo com medo. Medo de entristecer depois. Medo de viver, de sobreviver.
Eu aprendi que eu posso ter tudo que quiser, desde que lute o suficientemente para ter tal coisa. Mas o medo de perdê-la depois, sempre me deixou a deriva. Tanto faz se tiver ou não. Tanto faz.
Na verdade, eu só queria ter acordado hoje, e ter te visto ainda cochilando ao meu lado. Mas o medo de que tivesses ido antes mesmo do sol nascer, me impediu de ter te pedido para ficar um pouco mais.


::Por Jessica. - 10:10
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Domingo, 2 de Dezembro de 2007

and we both know hearts can change


Substituir é gostoso, sabe? Você recebe o valor que você acha que merece, porque a falta desperta saudade e carência e estimula o cuidado, a atenção. A lacuna faz com que o saudoso se agarre a primeira oportunidade de preencher espaço e a mantém até achar algo mais interessante para substituir a substituição. Não que a primeira substituta tenha perdido a graça, mas interesse faz parte do time inconstante, mais acentuado em pessoas instáveis. Não poderia ser mais bagunçado.

Substituir dói. Dói porque pessoas que costumam ser substitutas têm a maior facilidade em apego. As pessoas têm prioridades e opções e elas se invertem de forma brusca e ninguém mandou ser suscetível. Tá doendo, agora. Doeu ontem e vai doer amanhã. Eu não sei lidar com o desapego, com toda essa frieza. Eu não pensei que seria agora. Um dia, sim. Não agora. Eu nunca gostei de surpresas. Eu já disse que tá doendo? Eu sei que eu sempre fui de hipérboles, vocês sabem também, mas eu juro que a dor tá forte. It's tearing me apart.

Eu vivo frisando que não gosto de mudanças e esse barco furado não estava nos meus planos. Eu tô cansada de remar sozinha.

E vou ficando cada vez mais distante, aprendendo a viver sozinha, achando tudo errado, tentando recolher meus cacos, procurando uma próxima lacuna a ser preenchida esperando que elas supram as minhas necessidades, esperando que elas disfarcem a saudade que eu tenho do meu Ele. O meu Ele que nunca foi meu, das maniazinhas que eu guardo, dos gostos que eu já desdenhei e faria de tudo pra conseguir lembrar. Eu não consigo me lembrar e isso me lembra que o tempo tá correndo enquanto eu tô parada e o meu Ele... bem, eu não sei onde Ele está.

Ps: mesmo texto do meu desencontros, mas é só pra dizer que eu ainda existo aqui.


::Por Aline - 19:42
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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Devaneio 2


Se a nuvem é branca e a água incolor,
porque a nuvem fica cinza antes da chuva?


::Por Marcos Farion Jr - 19:38
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Domingo, 4 de Novembro de 2007

Devaneio 1


Saio pela entrada
dos becos sem saída.


::Por Marcos Farion Jr - 20:11
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Aline Martinez
Anaeli Bettarello
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Marcos Farion Jr.





.Os Mesmos
.fica
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and we both know hearts can change
Devaneio 2
Devaneio 1
O Mundo é
.adormecida
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